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Fortalecer o sistema imunológico é importante — qual é a maneira certa de fazer isso?

O mais importante em resumo

Um sistema imunológico saudável não pode ser “turbinado” — só pode ser mantido em condições de funcionamento. As evidências mostram o caminho oposto: a privação de sono, o estresse crônico, o tabagismo, o consumo elevado de álcool e deficiências nutricionais reais enfraquecem a defesa. Eliminar esses fatores ajuda mais do que qualquer suplemento.

Este artigo mostra o que é o sistema imunológico, quais medidas têm respaldo científico, quais dez micronutrientes têm uma função imunológica reconhecida, o que é superestimado — e quando a suscetibilidade a infecções deve ser investigada por um médico.

O que você encontrará neste artigo

O que chama a atenção no estado atual das pesquisas é um padrão: há evidências sobretudo de que determinados fatores enfraquecem a defesa — não de que algo a eleve acima do nível normal.

Alavanca Efeito O que ajuda concretamente
Sono A privação de sono enfraquece a defesa e a resposta às vacinas 7–9 horas, em horários fixos
Atividade física Moderadamente benéfico; em excesso, prejudicial Regularmente, em vez de raramente e em excesso
Alimentação e micronutrientes A deficiência enfraquece; o excesso não traz benefícios Tenha uma alimentação variada e só faça suplementação em caso de deficiência
Estresse O estresse contínuo reduz a defesa por meio do cortisol Planeje períodos regulares de descanso
Parar de fumar A fumaça prejudica a mucosa das vias respiratórias Parar de fumar — a medida isolada mais eficaz
Álcool Prejudica as células imunológicas e as mucosas Reduza significativamente o consumo
Vacinação Único caminho para uma proteção específica Verifique e atualize a vacinação
Higiene Reduz a carga de agentes patogênicos, em vez de fortalecer a defesa Lavar as mãos, ventilar, manter distância

Quatro fatores do dia a dia aparecem repetidamente nas pesquisas:

Sono

Regeneração

Durante o sono profundo, ocorrem processos relacionados à memória imunológica. A privação de sono enfraquece a defesa.

Atividade física

Circulação das células de defesa

A atividade física moderada coloca as células imunológicas em circulação. O esforço extremo tem efeito contrário.

Alimentação

Componentes da defesa

Dez micronutrientes têm uma função imunológica reconhecida pela EFSA. O essencial é garantir o aporte adequado.

Estresse

Sobrecarga contínua

O estresse breve não é problemático. A sobrecarga prolongada reduz a resposta imunológica.

O que é o sistema imunológico, afinal?

O sistema imunológico não é um órgão, mas uma rede de células, mensageiros químicos e tecidos: medula óssea, timo, baço, linfonodos, mucosas e glóbulos brancos. Uma rede sem um controlador central também não tem um interruptor que permita “aumentar” a defesa.

Defesa inata: a força de intervenção rápida e inespecífica

Ela está presente desde o nascimento e reage em minutos a horas: células fagocitárias, como macrófagos e granulócitos neutrofílicos, células natural killer e o sistema complemento. Ela não reconhece agentes patogênicos individuais, mas padrões gerais. Por isso, febre e cansaço não são sinais de fraqueza, mas de uma defesa em funcionamento.

Defesa adquirida: a memória do seu corpo

A defesa adquirida precisa de vários dias, mas atua com alta especificidade: as células B produzem anticorpos sob medida, e as células T destroem células infectadas do organismo. Após uma infecção, permanecem células de memória que reagem mais rapidamente no contato seguinte — é exatamente esse princípio que as vacinas utilizam.

Pele, mucosas e microbioma intestinal como primeira barreira

A maioria dos patógenos é barrada antes disso: pela pele, com sua película protetora ácida; pelo muco e pelos cílios das vias respiratórias; pelo ácido gástrico e pelo líquido lacrimal. Uma grande parte das células imunológicas está localizada na mucosa intestinal.

O microbioma intestinal participa desse ajuste fino; sua diversidade é favorecida sobretudo por uma alimentação rica em fibras. Já a afirmação de que um probiótico reduz a suscetibilidade a infecções em adultos saudáveis é menos comprovada do que se anuncia.

É realmente possível “fortalecer” o sistema imunológico?

A resposta honesta: não é possível aumentar o sistema imunológico além do seu nível normal de funcionamento — mas é possível mantê-lo apto a trabalhar. Ele não é um motor com acelerador, mas um equilíbrio: forte o suficiente contra os patógenos e preciso o suficiente para poupar os tecidos do próprio organismo.

Mensagem principal: Não existe um interruptor que “acelere” as defesas. O que foi comprovado é apenas o sentido oposto — deficiências e sobrecarga contínua enfraquecem o sistema imunológico. Ao eliminar esses fatores, a função normal é restaurada — não há comprovação de algo além disso.

Por que “imunoboosting” é um termo de marketing

Na linguagem técnica, esse termo não existe. Ele sugere uma grandeza mensurável que não existe: nenhum exame laboratorial mostra “o quão forte” é um sistema imunológico. Além disso, na UE, só são permitidas alegações de saúde cientificamente comprovadas.

Segundo a avaliação da EFSA no âmbito do Regulamento da UE sobre alegações de saúde (Regulamento (CE) nº 1924/2006), os nutrientes só podem ser anunciados como algo que “contribui para o funcionamento normal do sistema imunológico” — não como algo que o intensifica.

Mais nem sempre é melhor: um olhar sobre as doenças autoimunes

Um sistema imunológico hiperativo não é um estado desejável. Em doenças autoimunes, como a tireoidite de Hashimoto ou a artrite reumatoide, as defesas atacam os próprios tecidos do organismo; nas alergias, atacam substâncias inofensivas. O objetivo não é ter um sistema imunológico o mais forte possível, mas bem regulado. Quem toma medicamentos imunossupressores deve discutir o uso de preparações imunoestimulantes com um médico.

Quais medidas são realmente comprovadas?

As medidas mais eficazes são simples e geralmente não custam nada — elas eliminam fatores conhecidos de enfraquecimento.

Sono: o fator isolado mais estudado

Durante as fases de sono profundo, ocorrem processos importantes para a memória imunológica. Quem dorme pouco de forma crônica adoece com mais frequência após o contato com patógenos, e a produção de anticorpos após a vacinação é mais fraca. Para a maioria dos adultos, dormir de sete a nove horas em horários regulares é a base.

Exercício: moderado e regular, em vez de raro e extremo

Durante o esforço, mais células imunológicas são liberadas na circulação sanguínea e, em seguida, patrulham com maior intensidade os tecidos e os órgãos linfáticos. Em esforços muito intensos e prolongados, o efeito se inverte temporariamente – após uma maratona sem recuperação, as infecções respiratórias se tornam mais frequentes. Praticar atividade física moderada regularmente traz mais benefícios do que treinos extremos ocasionais; em caso de infecção com febre, deve-se suspender a prática esportiva.

Alimentação: garantir o aporte nutricional em vez de correr atrás de superalimentos

Os anticorpos são proteínas, e as células imunológicas se dividem muito rapidamente durante uma infecção – ambos precisam de proteínas, energia e vários micronutrientes. A desnutrição é a causa mais comum de uma defesa enfraquecida no mundo; na Alemanha, o problema costuma surgir mais por uma alimentação pouco variada. Um único alimento não “fortalece” nada – o que conta é o padrão alimentar ao longo de semanas.

Estresse: sem problemas no curto prazo, mas desgastante quando contínuo

O estresse agudo chega a ativar temporariamente o sistema imunológico; o problema é a sobrecarga contínua por semanas. Quando o nível de cortisol permanece elevado, isso também atenua as respostas imunológicas desejáveis. Somam-se efeitos indiretos: piora do sono, menos atividade física, mais álcool e cigarros.

Parar de fumar e reduzir o consumo de álcool: as maiores sobrecargas evitáveis

Fumar atinge a defesa em seu ponto mais vulnerável: a fumaça paralisa os cílios das vias respiratórias e altera permanentemente a resposta imunológica local. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de tabaco é um dos principais fatores de risco evitáveis para doenças respiratórias no mundo. O álcool também prejudica fagócitos e linfócitos.

Vacinação e higiene: proteção específica em vez de fortalecimento geral

As vacinas não tornam a defesa geralmente “mais forte”, mas a treinam contra um agente infeccioso específico – algo mensurável por meio de anticorpos e células de memória. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação está entre as medidas mais eficazes de saúde pública. A higiene funciona de outra forma: lavar as mãos, ventilar os ambientes e manter distância reduzem a carga de agentes infecciosos.

Quais micronutrientes têm uma função imunológica comprovada?

Na União Europeia, é oficialmente permitido anunciar que dez micronutrientes contribuem para o funcionamento normal do sistema imunológico: vitamina D, vitamina C, zinco, selênio, ferro, vitamina B12, ácido fólico, cobre, vitamina A e vitamina B6. Essa lista é baseada em avaliações da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA).

O que está nas entrelinhas é decisivo: a afirmação se refere à contribuição para o funcionamento normal. Uma deficiência prejudica a defesa – uma ingestão adicional, quando o nível já é adequado, não traz benefícios.

Nutriente Função no sistema imunológico Fontes típicas
Vitamina D Também ajuda a controlar as respostas imunológicas Luz solar; pouca quantidade nos alimentos (peixes gordurosos)
Vitamina C Proteção antioxidante das células imunológicas Pimentão, brócolis, frutas cítricas
Zinco Divisão celular, maturação das células imunológicas Carne, queijo, lentilhas, sementes de abóbora
Selênio Componente das enzimas antioxidantes de proteção Peixe, ovos, castanhas
Ferro Divisão celular e transporte de oxigênio Carne, leguminosas, cereais integrais
Vitamina B12 Divisão celular e formação do sangue Carne, peixe, ovos; na alimentação vegana, apenas como suplemento
Ácido fólico (folato) Divisão celular rápida durante uma resposta imune Verduras, leguminosas
Cobre Componente das enzimas das células de defesa Castanhas, cereais integrais, cacau
Vitamina A Mucosas intactas como primeira barreira Fígado, ovos; betacaroteno nas cenouras
Vitamina B6 Metabolismo das proteínas e produção de anticorpos Peixe, cereais integrais, batatas

Mensagem principal: Os micronutrientes funcionam como peças de construção, não como combustível. Quando falta uma peça, a defesa funciona pior. Quando todas estão presentes, acrescentar mais uma não traz benefício.

Quem tem maior risco de uma deficiência verdadeira?

O risco também é maior, entre outros casos, em pessoas que seguem uma alimentação exclusivamente vegetal (vitamina B12 e, em parte, ferro e zinco), têm menstruação muito intensa (ferro), estão grávidas ou amamentando, são idosas (vitaminas D e B12), têm doenças inflamatórias intestinais crônicas ou doença celíaca, ou passaram por cirurgias bariátricas. Medicamentos de uso contínuo, como inibidores da bomba de prótons, também podem prejudicar a absorção da vitamina B12. Se você pertence a um desses grupos, uma medição direcionada é mais útil do que um suplemento combinado genérico.

Por que a vitamina D é o maior gargalo na Alemanha?

A vitamina D é o nutriente com a maior lacuna de disponibilidade — por uma razão geográfica: o corpo a produz principalmente na pele, mas apenas sob radiação UVB suficiente. No semestre de inverno, a posição do sol em nossas latitudes não é suficiente, e é difícil compensar isso pela alimentação: quantidades significativas são fornecidas quase exclusivamente por peixes marinhos gordurosos.

Segundo o Instituto Robert Koch (RKI, Fact Sheet 2016), 30,2% dos adultos na Alemanha têm níveis inadequados de vitamina D (25(OH)D abaixo de 30 nmol/l); apenas 38,4% atingem o valor considerado suficiente de pelo menos 50 nmol/l.

Esses números são médias anuais; no fim do inverno, os valores caem significativamente.

Segundo a Sociedade Alemã de Nutrição (DGE), a estimativa de ingestão de vitamina D quando não há produção pelo próprio organismo é de 20 microgramas por dia para adolescentes e adultos.

Em uma avaliação honesta, as evidências sobre vitamina D e infecções respiratórias são inconsistentes: a suplementação aparentemente é útil sobretudo em casos de deficiência acentuada — entre pessoas bem nutridas, o efeito não se mostra. Quem quiser saber como estão seus níveis pode dosar a 25-OH-vitamina D3 e ajustar a dose de acordo com o resultado.

O que não funciona ou é superestimado?

Grande parte do mercado de “produtos para a imunidade” promete mais do que consegue comprovar.

Vitamina C em altas doses contra resfriados

A vitamina C não previne resfriados em adultos saudáveis — essa é a principal conclusão da mais conhecida revisão sistemática sobre o tema.

Segundo a revisão Cochrane de Hemilä e Chalker (2013), a ingestão regular de vitamina C não reduz a frequência de resfriados na população em geral (razão de risco de 0,97 em 29 estudos com 11.306 participantes). A duração diminuiu, em média, 8% em adultos e 14% em crianças.

Oito por cento parece mais do que realmente é: em um resfriado de sete dias, isso representa cerca de meio dia – e apenas com o uso contínuo, não ao recorrer a um comprimido efervescente. Uma exceção: sob esforço extremo – foram estudados maratonistas, esquiadores e soldados em condições subárticas –, o risco de resfriado caiu pela metade em cinco estudos com 598 participantes (razão de risco de 0,48). Não é possível tirar nenhuma conclusão disso para o dia a dia.

Shots “imunobooster” e produtos milagrosos

Shots de gengibre, concentrados de acerola e produtos combinados com vinte ingredientes não são prejudiciais, mas seus benefícios são sistematicamente superestimados: em geral, fornecem exatamente os nutrientes que já são suficientes em uma alimentação normal. O teste do rótulo ajuda: “contribui para o funcionamento normal do sistema imunológico” é a formulação autorizada pela EFSA para um nutriente presente – não uma prova de que o produto previna infecções. Para a equinácea, as evidências são contraditórias.

Suplementos sem deficiência comprovada

“Um pouco a mais não faz mal” é aproximadamente verdade para vitaminas hidrossolúveis – mas não para vitaminas lipossolúveis e oligoelementos. O zinco em altas doses pode, ao longo do tempo, prejudicar a absorção de cobre e, assim, provocar uma segunda deficiência.

Quando o excesso se torna perigoso?

Para vários nutrientes relevantes para o sistema imunológico, a EFSA estabeleceu níveis superiores toleráveis de ingestão (Tolerable Upper Intake Levels) – a quantidade diária considerada segura para adultos saudáveis a longo prazo.

Segundo a EFSA, a ingestão diária total tolerável para adultos é de 25 mg de zinco, 255 µg de selênio (EFSA, 2023) e 100 µg de vitamina D. Esses valores se aplicam à soma de alimentos e suplementos – não apenas ao suplemento isoladamente.

Zinco: mais é contraproducente

O zinco é o campeão das overdoses, porque muitos medicamentos para resfriado contêm altas quantidades. No curto prazo, podem ocorrer náusea, dor abdominal e gosto metálico; após semanas, o fornecimento de cobre é prejudicado. Há indícios de que pastilhas de zinco para chupar durante um resfriado agudo reduzem ligeiramente a duração dos sintomas – mas o zinco não foi feito para uso contínuo.

Selênio: pequena margem entre a necessidade e o excesso

O selênio tem a menor margem de segurança: a necessidade é de cerca de 60 a 70 microgramas por dia, e o limite superior é de 255. Uma overdose crônica pode causar queda de cabelo, unhas quebradiças e hálito com cheiro de alho. Cuidado com as castanhas-do-pará: o teor de selênio varia muito.

Vitamina D: o problema dos suplementos em altas doses

A vitamina D é lipossolúvel e fica armazenada no organismo. Uma overdose praticamente nunca ocorre por causa do sol ou da alimentação, mas sim pelo uso prolongado de suplementos em altas doses. A consequência é um nível elevado de cálcio no sangue, com náusea, sede intensa e confusão mental; a longo prazo, podem ocorrer danos renais.

Quando você deve procurar avaliação médica?

Infecções recorrentes geralmente são inofensivas — especialmente quando há contato próximo com crianças pequenas. Mas há situações em que a investigação da causa deve ser feita por um médico.

Segundo o IQWiG (gesundheitsinformation.de), adultos ficam resfriados, em média, de duas a quatro vezes por ano; crianças normalmente trazem de seis a oito resfriados por ano da creche ou da escola para casa.

Quando a suscetibilidade a infecções deve ser avaliada por um médico

  • Infecções claramente mais frequentes do que o habitual entre as pessoas ao redor
  • Quadros excepcionalmente graves ou prolongados, como pneumonias recorrentes
  • Febre persistente ou recorrente sem causa aparente
  • Infecções que não desaparecem apesar do tratamento
  • Perda de peso não intencional, sudorese noturna ou cansaço intenso
  • Imunossupressão conhecida — por exemplo, durante quimioterapia ou tratamento com medicamentos biológicos
  • Doenças crônicas preexistentes, como diabetes ou doenças renais
  • Feridas que cicatrizam mal ou infecções fúngicas frequentes

O que importa é diferenciar frequência de gravidade: seis resfriados leves em um pai ou mãe de criança em idade pré-escolar não são fora do comum, mas duas infecções graves com internação hospitalar, sim. Em caso de suspeita de alteração da função imunológica, há exames específicos disponíveis — hemograma diferencial, imunoglobulinas e investigação imunológica complementar. Você precisa de ajuda médica imediata em caso de febre alta com forte mal-estar, falta de ar, rigidez na nuca ou confusão mental.

Veja com a mybody® como obter clareza sobre seus nutrientes

Se as deficiências de nutrientes forem a única vulnerabilidade relacionada à alimentação comprovada, medir é o primeiro passo lógico — não tomar suplementos preventivamente.

Você deve exigir três critérios de qualquer fornecedor: análise em um laboratório certificado, intervalos de referência transparentes e tratamento dos seus dados de saúde em conformidade com a LGPD. A mybody® (MYBODY Lab GmbH) afirma atender a esses requisitos: laboratório certificado pela ISO na Alemanha, transmissão criptografada por SSL e processamento pseudonimizado.

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Uma avaliação honesta inclui duas limitações. Primeiro: a vitamina C não está incluída neste exame, assim como as vitaminas A e B6. Isso é justificável porque a deficiência de vitamina C é rara na Alemanha — ainda assim, é importante saber disso.

Em segundo lugar, e este é o ponto mais importante: o exame mede o fornecimento de nutrientes do seu organismo, não a função imunológica. Ele mostra se falta algum componente — não o quão bem suas defesas funcionam. Por isso, em caso de suscetibilidade real a infecções, ele não substitui uma avaliação médica, mas pode ajudar a prepará-la.

As informações sobre preço, tipo de amostra, prazo de processamento e marcadores são provenientes da página do produto mybody® (em julho de 2026) e podem sofrer alterações.

Interpretação: o que um exame pode fazer — e o que não pode

Um exame de sangue de nutrientes oferece um panorama da sua situação: mostra se seus valores estão dentro do intervalo de referência e torna visíveis as mudanças ao longo do tempo.

O que ele não pode fazer: avaliar o desempenho do seu sistema imunológico — nenhum valor isolado é capaz de representá-lo. E ele não identifica as causas: um valor baixo de ferritina não indica se por trás disso estão uma ingestão insuficiente, uma menstruação intensa ou uma fonte de sangramento. Essa interpretação é trabalho médico.

O benefício é maior quando você usa o resultado como base para uma conversa — com números concretos, sua lista de medicamentos e seus sintomas.

Conclusão

Não é possível “turbinar” o sistema imunológico, mas é possível protegê-lo. As medidas eficazes são pouco espetaculares: dormir o suficiente, praticar atividade física moderada, ter uma alimentação variada, reduzir o estresse crônico, não fumar, limitar o consumo de álcool, verificar a situação vacinal e levar a higiene a sério.

Para os micronutrientes, vale uma regra: a deficiência enfraquece, o excesso não traz benefícios. O gargalo mais relevante é a vitamina D durante o semestre de inverno — suplementos em altas doses de zinco, selênio ou vitamina D sem uma deficiência comprovada não trazem vantagem, mas sim risco.

E o principal alerta: um sistema imunológico bem abastecido não é garantia de proteção. Mesmo quem faz tudo certo vai pegar um resfriado. Se as infecções ocorrerem com frequência incomum, forem graves ou prolongadas, isso deve ser investigado por um médico — não resolvido com um suplemento.

Perguntas frequentes (FAQ)

É realmente possível fortalecer o sistema imunológico?
Quais nutrientes são importantes para o sistema imunológico?
A vitamina C em altas doses ajuda contra resfriados?
Devo tomar vitamina D no inverno?
Zinco ou selênio em excesso podem fazer mal?
Quantos resfriados por ano são normais?
Um exame de sangue pode mostrar quão forte é meu sistema imunológico?
As injeções de “reforço da imunidade” e a equinácea são úteis?

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Fontes

  1. Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA): Alegações de saúde – avaliação científica das alegações relacionadas à saúde segundo o Regulamento (CE) nº 1924/2006. efsa.europa.eu
  2. EFSA: Valores de referência dietéticos e níveis superiores toleráveis de ingestão (entre outros, zinco 25 mg/dia, vitamina D 100 µg/dia); limite superior de selênio de 255 µg/dia, segundo o parecer da EFSA de 2023. efsa.europa.eu · Parecer sobre selênio
  3. Instituto Robert Koch (RKI), Journal of Health Monitoring 2/2016: Fact Sheet “Status da vitamina D na Alemanha” – 30,2% dos adultos abaixo de 30 nmol/l, 38,4% a partir de 50 nmol/l. rki.de
  4. Sociedade Alemã de Nutrição (DGE): Valores de referência para a ingestão de vitamina D – valor estimado de 20 µg/dia na ausência de síntese endógena. dge.de
  5. Hemilä H, Chalker E (2013): “Vitamin C for preventing and treating the common cold”, Cochrane Database of Systematic Reviews. cochranelibrary.com
  6. Organização Mundial da Saúde (OMS): Fact Sheet “Immunization coverage”. who.int
  7. IQWiG / gesundheitsinformation.de: “Resfriado” – frequência, evolução e possibilidades de tratamento. gesundheitsinformation.de

Atribuição das fontes: Alegações de saúde [1], limites superiores [2], status da vitamina D [3], valor estimado de ingestão [4], vitamina C [5], vacinação [6], frequência de resfriados [7]. As informações dos produtos são provenientes da página de produtos da mybody®; sujeitas a alterações.

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Equipe editorial e especializada da mybody®

Fundamentos da imunologia Micronutrientes Diagnóstico laboratorial Ciência da nutrição

Esta publicação foi elaborada pela equipe editorial e especializada da mybody®, que reúne conhecimentos técnicos em diagnóstico laboratorial, ciência da nutrição e nutrigenética. Saiba mais sobre nossa equipe em nossa página editorial e de autores.

Publicado em 27 de julho de 2026 · Última atualização em 27 de julho de 2026

Aviso médico: Esta publicação serve para fins de informação geral e não substitui orientação, diagnóstico ou tratamento médico. Um sistema imunológico bem nutrido não oferece proteção contra infecções. Em caso de infecções frequentes, graves ou prolongadas, imunossupressão conhecida ou antes de tomar preparações em altas doses, consulte uma médica ou um médico.

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